São Paulo - A cada novo ranking internacional de educação - e a cada mau resultado do Brasil neles -, muito se questiona sobre o que fazer (primeiro) para elevar a qualidade da educação brasileira, hoje praticamente universalizada.
Os números não mentem. No último ranking divulgado pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) 2012, da OCDE, o Brasil ficou em 38º lugar entre 44 países em uma avaliação de raciocínio rápido associado a problemas do dia a dia.
Isso significa que na prova aplicada a estudantes de 15 anos sobre problemas matemáticos da vida real, o país teve uma média de 428 pontos, enquanto Singapura, que ficou com o 1º lugar, fez 562.
Nos resultados oficiais do último Pisa, divulgados em dezembro do ano passado, entre os 65 países comparados, o Brasil ficou em 58º lugar em matemática, 55º em leitura e 59º em ciências. Perdemos posições nas três áreas, em relação à prova anterior.
1. Escolas de verdade
Só 15% das escolas
do Brasil podem ser consideradas escolas no melhor sentido do termo.
Isto é, têm sala de professores, sala de diretor, salas de aula
suficientes, biblioteca, sala de informática e quadra esportiva - e isso
sem nem entrar no mérito da qualidade desses ambientes.Segundo Louzano, quase metade das escolas não tem nem sala de professor. "Como se faz um trabalho em equipe se não tem nem espaço para reunir os professores?", questiona a pedagoga.
2. Envolvimento dos pais na briga pela educação de qualidade
Para Gustavo Ioschpe, economista especializado em educação, enquanto os pais não encabeçarem a briga pela melhoria do ensino, a situação não vai mudar.
"A maioria das pessoas, tanto da população comum quanto das que estão dentro do sistema educacional, não se importam se as escolas educam ou não as crianças. Elas enxergam a escola como uma forma de tirar as crianças da rua e alimentá-las. O resultado educacional é uma consequência secundária", disse o economista no debate desta semana.
Segundo Ioschpe, embora os pais saibam que uma boa educação é importante para o futuro de seus filhos, eles ainda não se deram conta de que a escola brasileira é muito ruim.
Uma pesquisa do Inep com pais de alunos da escola pública revelou que a qualidade do ensino da escola do filho merecia, na avaliação deles, nota média de 8,6, de um total de 10.
"Esses pais precisam saber que os filhos deles estão recebendo uma educação ruim e que isso não vai mudar sem a cobrança deles", afirmou o economista.
Para ele, a questão envolve saber como chegar a esses pais porque eles estão excluídos das discussões sobre o rumo da educação no país, quando deveriam ser os personagens principais.
Mais informações disponível em:
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/estas-sao-as-4-prioridades-para-a-educacao-funcionar-no-pais
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